Como são os sonhos de um deficiente visual

Sonhar com situações do dia a dia ou com aquele rosto que vimos pela manhã, é algo normal em nossas noites de sono. Mas você já se perguntou como são os sonhos de uma pessoa com deficiência visual? Nesse texto, iremos explicar melhor.

Nossos sonhos são compostos por imagens que temos em nossas lembranças, sejam de ontem ou de anos atrás. Sendo assim, as pessoas que ficaram cegas em algum momento de suas vidas, sonharão com o que elas viram antes de portar a deficiência, incluindo as cores. Mas as suas lembranças ficam “congeladas” na memória, assim, a idade das pessoas e de tudo que eles viram pela ultima vez, serão as mesmas.

Há quem perdeu a visão enquanto bebê ou bem novo, nesse caso, suas imagens serão bem rudimentares, pois os bebês não enxergam muito bem.

No caso de quem já nasceu com deficiência visual, os sonhos são lembranças do dia a dia e de suas vivências, iguais aos nossos. Mas nesse caso, como eles não possuem lembranças visuais, seus sonhos são compostos por imagens perceptivas como imagens auditivas, táteis, olfativas e gustativas. E mesmo sem terem imagem visual, a sensação que um deficiente visual de nascença tem ao sonhar, é a mesma em relação a uma pessoa que pode enxergar.

Apesar de possuírem suas limitações, as pessoas com deficiência visual não são tão diferentes das pessoas que enxergam, nem em seus cotidianos e nem em seus sonhos.

Twitter libera fotos com legendas para pessoas com deficiência visual

Entender as necessidades dos usuários e atendê-las da melhor maneira possível  é um desafio constante pra maioria das marcas. O Twitter, por exemplo, vem buscando atender aos pedidos de seus usuários, como: remover a capacidade de caracteres, editar tuítes e melhorar os mecanismos de pesquisa. Mas, desta vez, a prioridade da rede social foi em prol da acessibilidade de pessoas com deficiência visual e isso é algo que merece destaque aqui no blog. 🙂 

No dia 29 de março, o microblog anunciou um  novo recurso que permite que seus usuários adicionem uma descrição nas imagens, de até 420 caracteres, o que funcionará como um texto alternativo.  

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Com esse novo recurso, as pessoas que possuem leitores de tela e apresentações em braille, poderão saber como é a imagem postada. Para poder legendar as fotos é preciso ativar o recurso disponível para IOS e Android. Nas configurações de acessibilidade do aplicativo, ative a opção “escrever descrição de imagens” ou “compor descrições de imagem”. Assim, clicando em “adicionar inscrição” na próxima postagem, você poderá adicionar uma descrição de texto à sua imagem. 

Cinco meios de comunicação com um surdocego

A surdocegueira se dá quando a visão e a audição são prejudicadas simultaneamente e em graus de perda diferentes. Ela não é uma somatória das deficiências, podendo não haver a perda total dos dois sentidos.

Por ser desprovida de dois sentidos sensoriais importantes, a pessoa com surdocegueira tem dificuldades para desenvolver a compreensão do ambiente, o que muitas vezes pode gerar um isolamento das informações ao seu redor. Pensando nisso, reunimos cinco meios que podem te ajudara entender a comunicação com um surdocego.

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Cuidadora Amanda falando com a moradora Francisca

1. INTÉRPRETES E LÍNGUA DE SINAIS

Um surdo de nascença tem a língua de sinais como a materna. Com a perda visual, o surdocego visualiza mentalmente as características de cada sinal através do movimento. Já o intérprete do surdocego, na maioria das vezes exerce também a função de guia e guia-intérprete.

2. BRAILLE

A técnica Braille consiste de pontos em relevo que combinados formam letras e números. A técnica Braille constitui-se de “seis pontos não obrigatoriamente em relevo” para estabelecer uma comunicação, ou seja, onde houver a possibilidade de trabalhar “seis pontos”, a técnica Braille estará sendo usada e bem aceita.

3. ALFABETO DACTICOLÓGICO

Cada uma das letras do alfabeto corresponde a uma determinada posição dos dedos da mão. Trata-se do alfabeto manual utilizado pelas pessoas surdas. Apenas no caso da surdocegueira que esse alfabeto é adaptado para a versão tátil.

4. TABLITAS DE COMUNICAÇÃO

Fabricadas em plástico sólido, as letras e os números são representados em relevo,assim como caracteres do sistema Braille. As letras e os números estão superpostos aos caracteres Braille. O dedo da pessoa surdocega é levado de uma letra/número a outra (o) ou de um caractere a outro, estabelecendo desta forma a comunicação.

5. LETRAS DE FORMA

A única condição necessária para que funcione é que nosso interlocutor conheça as letras maiúsculas do alfabeto: As letras são feitas na palma da mão, ou em qualquer outra parte do corpo do surdocego. Então o dedo indicador do interlocutor ou o dedo do surdocego funcionam como uma caneta.

Pode parecer complicado se comunicar com uma pessoa surdocega e a falta de instrução pode ajudar para que isso seja verdade. Mas com um pouquinho de ajuda e muito carinho, todos nós somos capazes de nos entender.

Fonte: Olhos da Alma

XI Festival de Sorvete

Realizamos com sucesso a 11° edição do Festival de Sorvete da ACLB. O evento aconteceu neste sábado, dia 19, e pudemos compartilhar uma tarde agradável ao lado de todos os presentes.

Gostaríamos de agradecer ao Colégio Nossa Senhora das Dores por nos ceder o espaço necessário. Somos gratos também a todos que de alguma forma contribuíram para a realização do nosso evento, desde o planejamento até a execução.

Confira aqui algumas fotos do nosso evento e aguardamos você no nosso próximo Festival.

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Dia Internacional da Síndrome de Down

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Dia 21 de março é Dia Internacional da Síndrome de Down. Esta data não foi escolhida por acaso. Ela foi proposta pela Down Syndrome International por causa da sua forma de escrita: 21/3 (ou 3-21), o que faz alusão à trissomia do 21.

Para entender melhor sobre a Síndrome de Down, separamos para você esse trecho do site Movimento Down:

“A síndrome de Down é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.”

Apesar de os portadores de Síndrome de Down possuírem semelhanças e estarem sujeitos a uma maior incidência de doenças, eles possuem características e personalidades diferentes e únicas.

Um exemplo de superação é Madeline Stuart, nascida em 13 de novembro de 1996. Seu sonho era ser modelo e mais do que isso, abrir os olhos da sociedade para a aceitação da Síndrome de Down. Ela é oficialmente a primeira modelo com Síndrome de Down e também a primeira com a Síndrome a desfilar na New York Fashion Week.

Madeline Stuart

Madeline Stuart

A ACLB acredita na capacidade de todas as pessoas, independente de suas limitações. E nesse dia, desejamos força e felicidades para todos os portadores da Síndrome de Down.

Trote Solidário 2016

No início do ano, a ACBL foi contemplada com a notícia de que seria a Instituição do ano beneficiada do TROTE SOLIDÁRIO da Faculdade de Ciências Médicas. Esse projeto tem o intuito de transformar os trotes tradicionais em uma experiência mais significativa e humana. Durante as atividades, o calouro se dispõe a participar de ações sociais e beneficentes que contribuirão não só para o crescimento daqueles que o recebem, mas também para o crescimento próprio.

Veja como foram as ações do Trote Solidário 2016 na Associação:

Primeira Visita 

O presidente Caio Pimenta teve uma conversa de apresentação com os alunos sobre a Associação e suas moradoras. Foi lhes mostrada a casa e ao final da tarde, os alunos puderam conhecer melhor as cegas.

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Alunos de Psicologia, Fisioterapia e Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas.

Lanche da Tarde

Durante a tarde de terça feira, dia 08, a Associação recebeu a visita de alunas que vieram preparar o lanche da tarde para as moradoras e ajudar os funcionários da casa com os arquivos internos.

Tarde de Beleza 

Na quarta feira as moradoras foram contempladas com a Tarde de Beleza. Elas receberam a visita dos alunos de Medicina e Enfermagem que se reuniram com as elas para embelezar suas unhas.

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Alunos de Medicina e Enfermagem na Tarde de Beleza.

Tarde de Histórias

Na sexta feira, ultimo dia de visita, recebemos as alunas dos cursos de Medicina, Enfermagem e Psicologia. Elas vieram para ler histórias para as moradoras e ajudar na organização dos arquivos da casa.

A ACLB agradece a todos os envolvidos pelos dias maravilhosos que passamos juntos. Esperamos que essa experiência tenha sido única na vida de cada um.

Nossas portas sempre estarão abertas para todos vocês e para todos que desejam praticar o bem.

Plugin permite que deficientes visuais sintam a emoção de Emojis

Navegar na internet, na maioria das vezes, é uma atividade visual. Graças aos avanços da inclusão digital, os programas que lêem as informações da tela vêm permitindo que as pessoas com deficiência visual tenham acesso a essas tecnologias.

E quando o deficiente visual se depara com uma imagem e não texto?  Caso o código desta figura esteja bem preenchido, o leitor consegue descrever o que está na imagem ou ilustração. Mas quando se trata de emoticons, o leitor faz a leitura literal da imagem: “coração”, “piscadinha”, “língua de fora”, o que acaba tirando a emoção do emoticon.

Para resolver esse problema, o Instituto Benjamin Constant, centro de referência nacional na área da deficiência visual, desenvolveu em parceria com a Live Tim os Emoti Sounds, que nada mais são do que  gravações que reproduzem mais fielmente os sons dos emoticons. Por exemplo, o emoji de coração foi representado pelo barulho de um coração batendo.

Para usar os EmotiSounds basta baixar um plugin gratuito, compatível com o leitor de tela NVDA para Windows.

Neste link você pode ouvir o som dos emoticons: http://goo.gl/6srFdb

Jogos Paralímpicos: Vôlei Sentado

O vôlei sentado surgiu da junção do vôlei convencional com um esporte alemão praticado por pessoas com pouca mobilidade, mas sem rede, chamado sitzbal. A união das duas modalidades fez surgir o vôlei sentado em 1956. Utilizando basicamente as regras do vôlei, o esporte tem um ritmo frenético e é disputado oficialmente desde as Paraolimpíadas de Arnhem-1980, na Holanda. Em Toronto-1976 apareceu como exibição.

Quando entrou no programa paraolímpico, o vôlei sentado dividia espaço com a modalidade disputada em pé. Após 24 anos compartilhando os holofotes, a modalidade ganhou destaque de vez a partir dos Jogos de Atenas-2004, quando o vôlei paraolímpico passou a ser disputado apenas com os atletas sentados.

Podem competir no vôlei sentado jogadores amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora. Uma das regras principais do esporte é que os atletas não podem bater na bola sem estar em contato com o solo.

Entre os Jogos de Arnhem-1980 e Sidney-2000, apenas os homens participaram das disputas do vôlei sentado. A estreia das mulheres só ocorreu nos Jogos de Atenas-2004. Naquele ano, seis equipes brigaram pelas primeiras medalhas femininas da modalidade. O ouro ficou com a China, que venceu a Holanda por 3 sets a 1 na final. As holandesas conquistaram a prata. Já o bronze foi para os Estados Unidos, que derrotaram a Eslovênia também por 3 sets a 1.

O Brasil não participou do vôlei sentado feminino até as Paraolimpíadas de Londres-2012. As brasileiras caíram justamente no grupo da China e dos Estados Unidos e acabaram eliminadas na primeira fase. A seleção verde e amarelo, no entanto, venceu a Grã-Bretanha e a Eslovênia para ficar com a 5ª posição em sua estreia paraolímpica.

Via: Brasil 2016 

Jogos Paralímpicos: Atletismo

O atletismo faz parte do programa dos Jogos Paralímpicos desde a primeira edição, em Roma-1960. Mas foi apenas em 1984 que o Brasil conquistou as primeiras medalhas, em Nova Iorque (Estados Unidos) e em Stoke Mandeville (Inglaterra). Naquele ano, o país faturou seis medalhas de ouro, 12 de prata e três de bronze na modalidade.

 

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O atletismo paralímpico é praticado por atletas com deficiência física ou visual. Há provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos, tanto na modalidade feminina quanto na masculina. Os competidores são divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência constatado pela classificação funcional.

Nas corridas, os atletas com deficiência visual mais alta podem ser acompanhados por guias, ligados a eles por uma corda. Já entre os deficientes físicos, há corridas com o uso de próteses ou em cadeiras de rodas.

O atleta-guia tem a função de serem os olhos dos competidores que não podem enxergar ou têm limitações severas. Ligados por uma cordinha, o guia, no entanto, deve apenas orientar a direção da corrida do atleta, sem puxá-lo, sob pena de desclassificação. Apesar de treinarem sempre juntos e de se ajudarem também nos bastidores das competições, o guia só passou a subir ao pódio e a receber medalha a partir dos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara-2011.

O atletismo brasileiro passou a brilhar com mais força a partir de 2004, nos Jogos Paraolímpicos de Atenas, quando o país conquistou 16 medalhas. Os Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, foram outro marco.  Em casa, a delegação verde e amarela somou 73 medalhas apenas neste esporte, sendo 25 de ouro, 27 de prata e 21 de bronze, terminando em primeiro lugar geral. No total, o país já faturou 112 medalhas na modalidade em Jogos Paraolímpicos: 32 de ouro, 50 de prata e 30 de bronze.

 

Via Afadefi 

Vagas para deficientes: conscientização de motoristas

Um projeto busca conscientizar motoristas sobre uso indevido de vagas exclusivas para portadores de deficiência em Sapiranga, no Vale do Sino, Rio Grande do Sul. A ação espalha placas com fotos de pessoas com deficiência e questiona os motoristas: “trocaria de lugar comigo?”.

As placas foram instaladas em 40 pontos da cidade, com autorização provisória da prefeitura. A iniciativa é de Sandro Seixas, portador de deficiência e vereador da cidade, que luta pelos direitos de inclusão. “A placa está trazendo quase um olhar no espelho, uma volta à origem do ser humano”, explica.

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A secretária municipal de Segurança Urbana e Mobilidade Pública de Sapiranga, Janete dos Santos, aprova a medida. “Melhorou bastante. Eu observo que as pessoas estão respeitando bem mais o espaço, estão se conscientizando que realmente é necessário respeitar esse espaço”, conta.

Só em Porto Alegre, de janeiro a outubro de 2015, foram registradas 763 autuações por estacionamento em áreas reservadas. A situação se repete em todo o Brasil, levando o governo a aumentar o valor das multas e penalidades pela infração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) já anunciou que vai fiscalizar o uso indevido em 2016.

Via G1